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Revista Eletrônica / Conte como Foi / Sydney, Australia

Conte como Foi


Sydney, Australia

Coment 2 Comentários Coment 535 Vizualizações Terça, 03 de Fevereiro, 2009

Ninguém duvida que Sydney seja uma das cidades mais bonitas do mundo. Mas Sydney vai muito além da beleza que a gente vê nas fotos dos seus cartões-postais: é também um dos lugares mais agradáveis em que se pode estar.

Apesar de ser metrópole e a mais populosa cidade da Austrália, lá você não precisa dar muita preocupação à questão de segurança, porque violência é coisa rara. Pode-se caminhar tranqüilamente e sem medo pelas ruas movimentadas, mesmo durante a madrugada. É uma das cidades mais caras do mundo e também uma das mais multi-culturais, procuradas por imigrantes do mundo todo. Os australianos são simpáticos e prestativos como nenhum outro povo que eu já tenha visitado.

O clima é agradável, pois venta bastante, e bem demarcado pela estação. Quando estiver cansado de qualquer passeio, junte-se aos australianos à sombra de um dos belos parques espalhados pela cidade. Aliás, visitar Sydney é o jeito errado de conhece-la. Trate de morar lá, mesmo que sua estada seja de uma semana. Você deve se dar ao prazer de conhecer tudo com calma, caminhando e em ritmo de passeio.

Vamos às principais atrações de Sydney, começando por seu cartão-postal definitivo: a Opera House. Dizem que o arquiteto teve uma inspiração que levou ao seu projeto enquanto comia uma laranja. Se olhar bem, a estrutura que segundo a versão oficial foi inspirada em velas de barcos, lembra bem os gomos da fruta. Seja como for, visita-la e tirar milhares de fotografias de todos os ângulos é programa obrigatório. Uma dica: a melhor foto será sem dúvida batida do mar, durante um passeio de ferry. Se tiver a oportunidade de assistir a um espetáculo lá, tanto melhor. Embaixo da Opera há bares animados durante a noite e nas tardes de domingo. Há também algumas lojas de souvenir, dentre elas uma em que se pode comprar a miniatura do edifício e uma infinidade de outros presentinhos ornados pela sua silhueta.

A Harbour Bridge carrega os títulos mais larga entre as pontes, mais elevada entre as pontes de aço e mais longa entre as pontes de arco em aço do mundo. Você nem precisa saber disso para aprecia-la. Pode-se visita-la com guia, pegar um elevador até a primeira base por 10 dolares ou fazer um passeio guiado até o seu topo por cerca de 100. Isso mesmo, é possível escalar a ponte e bater fotos incríveis lá de cima. Mas quem não é fã número 1 de altura ou está com o orçamento apertado pode - e deve - cruza-la a pé. A distância vale a pena. Do outro lado está uma Sydney diferente, residencial, e também o Luna Park, um colorido e animado parque de diversões à moda antiga. A entrada é gratuída e as atrações são pagas à parte.

Ambos estão na área chamada de Sydney Harbour, a baía da cidade. Darling Harbour, o porto da cidade, é uma área badalada com bares e discos modernas durante a noite, e restaurantes, concertos e eventos públicos durante o dia. Ali estão um cinema IMAX, o Museu Marítimo e o Aquario de Sydney - este último uma atração absolutamente imperdível. No tunel de vidro, você se vê cercado de arraias gigantes e tubarões por todos os lados. Não economize no flash. Quem não tiver o tempo de visitar um zoo enquanto estiver na Austrália, pode se contentar com o Wildlife, que fica ao lado do Aquário e tem entre seus moradores insetos esquisitos, pássaros, coalas, cangurus e até um encantador viveiro de borboletas. Sente-se por uns minutos e uma estará fadada a pousar em você!

The Rocks é o berço de Sydney e conta com edifícios históricos, lojas, cafés e uma feira imperdível aos domingos. Ao seu lado está Circular Quay, o hub da cidade, de onde partem as ferrys para Manly ou para o Taronga Zoo, por exemplo, e onde aportam os grandes navios de Cruzeiro.

No centro e arredores estão as melhores lojas para a compra de souvenirs, restaurantes rápidos e de etnias variadas com preços bons e a maioria dos albergues. Fiquei no Base Backpackers, conhecido mais pela qualidade que pelo baixo preço, e com ótima localização, freqüentado em sua maioria por jovens europeus. Embaixo dele há um pub chamado Scary Canary, onde toda noite há uma festa com um tema diferente. E em se tratando de pub, ali próximo a cerca de duas quadras está o 3 Wise Monkeys, um dos melhores da cidade e com música ao vivo todas as noites.

Os dois parques mais famosos da cidade também estão por ali. O Hyde Park pode ser considerado o centro absoluto da cidade para efeito do próximo parágrafo e você vai se ver passando por ele diversas vezes durante sua estada. Seria injusto não parar um pouco, de acordo? O Royal Botanic Gardens é enorme e ocupa grande parte da cidade entre o centro e a área portuária. Dedique um bom tempo a ele e você receberá em troca recordações fotográficas maravilhosas dos próprios jardins ou da vista que eles oferecem das principais atrações da cidade. E se é pra falar em vista de tirar o fôlego, nada compete com a Sydney Tower. Há 250 metros de altura você vai ver todo o contorno da cidade e as montanhas dos arredores. Se você quiser pode se aventurar em uma visita guiada pelo lado externo, com guindastes. Melhor é ir no final do dia e ver o sol se por e as luzes da cidade começarem a acender.

Um pouco ao sul, Chinatown abriga o Paddy’s Market, que tem um comércio movimentado de quinta a domingo com as maiores barganhas da cidade, desde presentinhos e lembranças até frutas deliciosas de toda a Ásia. Ao lado está o Powerhouse Museum, que costuma ter exposições didáticas e interessantes de temas variados, sempre ligados à cultura e à tecnologia. No leste está a badalada Oxford Street, com lojas de moda independente e bares para todos os estilos e públicos, onde se concentra a maior movimentação noturna da cidade. Também é por ali Kings Cross - visite a noite para ver a marcada pela famosa placa luminosa da Coca-Cola e a iluminação da linda fonte El Alamein, que tem o formato de um dente-de-leão e placas com distâncias de diversas cidades do mundo.

Agora, descanse a vista, pois ainda nem chegamos na parte mais bonita de Sydney: suas praias. A mais famosa, Bondi, está a cerca de 30 minutos do centro, e há linhas de ônibus circulares o dia todo. O ideal é parar em Coogee e de lá ir caminhando, praia a praia, por Covelly e Brontee até finalmente chegar em Bondi, para passar o dia. Com mais cerca de 20 minutos de ônibus você chega a Watsons Bay. Volte a Bondi no final do dia para ver o por do sol enquanto os australianos caminham com os cachorros, correm e andam de patins pelo calçadão. À noite, os restaurantes do calçadão são ideais para pedir uma porção de wedges (uma espécie de batata frita com cortes rústicos) com sweet chili (delicioso equilíbrio entre o agridoce e o apimentado) e sour cream. Mas reserve um espaço para a sobremesa: procure uma placa que indique onde tem as famosas deep fried Mars bar - uma barra de chocolate parecida com o nosso Charge empanada com uma casquinha crocante e super quente.

Reserve outro dia para a caminhada entre Manly e Deewhy. Pegue a ferry para Manly *atenção para a foto da Opera House e da Harbour Bridge* e ao chegar, antes de mais nada visite a pequena Shelly Beach, bem ao lado de Manly. Não deixe de subir para bater fotos dos penhascos! Em seguida, comece sua caminhada praia a praia, rumo ao norte. Entre Manly e Queenscliff, se arrisque pelo caminho entre as pedras. É cansativo e exige de toda a sua atenção e habilidade, mas a passagem por uma caverna no meio da encosta faz valer a pena. Você vai passar ainda por Freshwater e Curl Curl, e ao final, retorne de Ônibus até Manly e antes de pegar a ferry de volta pra cidade prove um delicioso sorvete da Royal Copenhagen, onde a casquinha é feita na hora e mergulhada no chocolate quente!

Uma boa opção para quem quer conhecer mais os arredores de Sydney é pegar uma excursão de um dia para Blue Mountains, visitando a reserva natural e batendo fotos belíssimas das Three Sisters - as três belas irmãs aborígenes transformadas para sempre em pedra pelo pai, para protege-las. No caminho fica o Featherdale Wildlife Park, ótima alternativa ao mais procurado Taronga, e bem menos rígido nas regras. Você pode alimentar os animais dóceis, pega-los no colo e ve-los bem de perto e ver ainda grandes predadores em ação.

Sydney esconde ainda muitos atrativos em cada esquina, e cabe a você descobri-los. Os que gostam de museu terão um prato cheio para aprender sobre a cultura aborígene e a história da austrália, ou visitar o Museu de Arte Contemporânea ou o Museu de Arte de Nova Gales do Sul, ambos localizados em prédios e regiões belíssimas que por si só, já valem o passeio. Fãs do esporte podem visitar o parque Olímpico. E se passar pelo hospital, esfregue o focinho do Javali italiano para trazer boa sorte!

Só não esqueça a palavra de ordem ao visitar a Austrália: protetor solar. Diz a lenda que um dos maiores rombos na camada de ozônio paira sobre a Austrália e não custa nada se precaver.

Para finalizar, voei de Qantas e recomendo - conseguiram fazer do maior vôo que eu já peguei, o mais confortável. A tarifa é um pouco maior, mas a qualidade não tem comparação. Acho que é o mais perto que uma classe econômica pode chegar de uma executiva - desde o conforto das poltronas e entretenimento de bordo, passando pelos mimos dos lanchinhos de madrugada e do chocolate quente com marshmallow até o bom humor e a cortesia da staff de bordo!

Sem dúvida vale a pena viajar até o outro lado do mundo só para conhecer Sydney. Mas a Australia é bem maior do que você pensa e, assim com o Brasil tem outras atrações imperdíveis que ficam todas bem afastadas umas das outras. O ideal é ir de Sydney até Corrs, mergulhar na Grande Barreira de Corais e depois descer a Gold Coast de carro, parando em Surfer’s Paradise, nos parques temáticos, conhecendo a paradisíaca Fraser Island e os arredores. Também é imperdível ir ao centro do país e ver Ayers Rock / Uluru. Dependendo do tempo que se tem, conheça também Perth, Melbourne e Adelaide, e conjugue também Fiji e Nova Zelândia na viagem - ela própria merece bastante tempo reservado para curtir tudo - e muitas e muitas resenhas para descrever uma viagem tão rica em detalhes quanto inesquecível.


* Nas fotos:
1) Vista do Royal Botanic Garden mostrando o contorno da cidade - destaque para a Sydney Tower, a Harbour Bridge e a Opera House
2) Alimentando um Canguru - ou seria um Wallaby? - no Featherdale.
3) Vista dos penhascos de Shelly Beach da caminhada entre Manly e Deewhy
4) Túnel dos Tubarões no Sydney Aquarium


Por: Simone Kalbusch.

Por: Simone Kalbusch

Comentários:

Coment
Daniana
Comentou em 05.03.2009

Que massa Si! Eu também quero!!

Coment
Osny Martins
Comentou em 25.03.2009

Sempre ouvi falar que Sidney, Austrália propriamente dita, é uma espécie de Brasil mais desenvolvido. Quem gosta do Brasil vai gostar de lá também. Lendo sua resenha, ainda mais me animei pra conhecer o Novíssimo Continente. Tá faltando a Austrália no meu currículo turístico... rssss.....

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