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Segunda, 21 de Setembro, 2009
ESCANDINÁVIA: DINAMARCA
A Escandinávia é formada por cinco países nórdicos: Finlândia, Suécia, Dinamarca, Noruega e Islândia.
A melhor época para visitar a Escandinávia é no verão (Junho a Agosto) quando a temperatura é mais agradável, varia de 16 a 22 graus centígrados, especialmente para os brasileiros que vivem num país tropical.
No final do dia a temperatura pode cair muito e é necessário um agasalho para proteger do frio e do vento, guarda chuva e calçado confortável (tênis) são importantes, pois chove a toda hora.
Os escandinavos são unidos por laços lingüísticos muito próximos entre Dinamarqueses, Suecos, Islandeses e Noruegueses. O Finlandês pertence a um grupo diferente, mas é oficialmente bilíngüe, o Sueco é a segunda língua.
Estas línguas são de difícil compreensão, porém a quase totalidade dos escandinavos é fluente em inglês, matéria obrigatória nas escolas.
COPENHAGEN - A capital da Dinamarca é formada por 400 ilhas da quais 70 são habitadas por 5,5 milhões de pessoas. No centro vivem menos de 500 mil pessoas. Situada às margens do estreito de Oresund, cresceu a partir de seu porto natural situado nas ilhas de Selândia (Sjaelland) e Amages, também chamada de ilha do diabo. A cidade foi fundada em 1167 pelo bispo Absalon que a chamou de Kobmaendenes Hovn, (porto dos comerciantes), nome que se transformou em Kobenhavn (Copenhagen).
É neste estreito que a Dinamarca e a Suécia construíram a obra fantástica que foi inaugurada em 01.06.2000, uma ponte combinada com túnel e ilha artificial por onde transitam automóveis e trens. O túnel tem 4 km, a ilha outros 4 km e a ponte 7,8 km. Na parte central tem uma parte elevadiça que está a 55 metros do nível do mar em pilares de 204 metros de altura. Veja o link em OresundBridge.
Vamos começar nossa visita pela praça da Prefeitura (Rädhuspladsen) no centro nevrálgico da cidade. É nesta praça que os Dinamarqueses se reúnem para festejar conquistas ou para protestar qualquer infortúnio. Rodeada de belíssimos prédios é enfeiada pela presença de um caixote de vidro no extremo da praça.
Ao lado da praça inicia/termina o calçadão para pedestres que nos convida a uma caminhada por entre dezenas de lojas de todos os tipos, grifes famosas, cafés, restaurantes, galerias de arte e joalherias que vendem as famosas jóias de Âmbar. O ponto de encontro do calçadão fica na praça de Amagertorv onde está a fonte das cegonhas (Sturkespringvandet) e, é o entroncamento com outro calçadão denominado rua dos comerciantes (Kobmaegergade). Aqui no sentido oposto tem-se o acesso através da praça da ponte alta (Hojbro Plads) para a ilha do castelo de Christiansborg. Na praça está a estatua do fundador da cidade, bispo Absalon montado em seu cavalo.
De volta ao calçadão segue-se até a praça em frente ao porto de Nyhavn (porto novo) rodeado de casas antigas e coloridas, repleto de veleiros e ônibus aquático (espécie de Bateau-Mouche) que fazem passeios de uma hora e meia com paradas nos principais pontos turísticos. É possível desembarcar, visitar o local e embarcar no próximo com a mesma passagem.
Nas casinhas coloridas restauradas e transformadas em hotéis, lojas, ateliês, pubs e restaurantes é onde se pode saborear o Smorrebrod feito na hora com pão escuro, manteiga, fiambre e hortaliças ou frutos do mar. O arenque acompanhado de snaps (cachaça) é um apreciado tira-gosto.
Outros pontos de interesse e que merecem uma visita são: o Sviids, bar mais antigo de Copenhagen de 1723, o palácio/castelo Christiansborg, sede de três instituições, Presidência do Governo, Supremo tribunal e o Parlamento ou Folkentingei (Congresso do Povo), a catedral de nossa Senhora (Vor Frue Kirke), o museu do escultor Vertel Thorvaldsen, a biblioteca Real, edifício conhecido como Diamante Negro, a antiga Bolsa (Borsen), e a igreja de nosso Salvador (Vor Frelsers Kirke) com sua torre em forma de agulha formada por quatro caudas de dragões enroladas.
À entrada do porto (Langelinie) está a fortificação construída para defesa da cidadela que também possui pontos de interesse: a igreja de Saint Albans, o museu da libertação e a fonte Gefion.
Segundo a mitologia nórdica, a deusa Gefion transformou os quatro filhos em bois para lavrar a terra e com isso o barro desprendido formou a ilha de Selândia (Sjaelland). Próximo dali está a estatua de bronze mais famosa da Dinamarca.
O escritor H.C. Andersen escreveu uma triste história de amor em que uma sereiazinha se apaixona por um ser humano com conseqüências trágicas.
Em 1913 o artista plástico Edward Eribsen esculpiu a estatueta da sereiazinha símbolo de Copenhagen.
Entre a praça da Prefeitura e a estação central está o Tivoli Park, aberto em 1843, é o mais antigo parque de diversões da Europa. É um espaço com uma infinidade de flores, um verdadeiro jardim para passear, tomar uma cerveja no final da tarde, jantar, assistir concertos e espetáculos artísticos/cultural.
Os mais corajosos se aventuram nas máquinas diabólicas de tirar o fôlego que sobem, descem e rodopiam sem parar: Roda Gigante, Montanha Russa (The Demon), Pêndulos de Aviões da esquadrilha da fumaça (The Star Flyer), Torre do Terror (The Golden Tower) Torre com Chapéu Mexicano (The Odin Express), Tobogãs, Trenzinhos e uma infinidade de outros brinquedos.
Castelos:
ROSENBORG - O Palácio da Rosa foi construído em 1634 por Christian IV para ser sua casa de recreio. Também é conhecido como Kongens Have (Jardim do Rei). Residia nele por longos períodos e também morreu aqui em 1648, no que foi seu palácio favorito. O último rei a morar no local foi Christian VII que se refugiou aqui em 1801 durante ataque inglês a Copenhagen.
Em 1833 foi transformado em museu, função que conserva até hoje. No subsolo (Cave) há uma caixa forte muito bem protegida e vigiada, pois é onde estão expostas as insígnias, jóias e coroas da monarquia Dinamarquesa.
O interior dos castelos podem ser filmados e fotografados. Para tanto é necessário pagar uma taxa (selo) de DKK 20 para usar o equipamento.
FREDERIKSBORG - É sem dúvida o castelo mais espetacular da Dinamarca, localiza-se a 35 km de Copenhagen e ocupa três pequenas ilhas. Em 1569 o rei Frederik II o adquiriu e transformou em sua residência.
No inicio do século 16 o rei Christian IV derrubou praticamente todo o prédio de seu pai e construiu o atual no estilo renascentista.
Conta com três alas: a do rei que fica no centro, à esquerda está a Capela e, à direita a da rainha. Foi utilizado como residência real até 1722 quando foi terminada a construção do Fredensborg.
Por falta de cuidados em 1859 foi consumido pelas chamas durante um incêndio. Reconstruído em 1878 com a ajuda do empresário cervejeiro J.C. Jacobsen (Carlsberg), passou a museu da história nacional e a abrigar o acervo dos últimos 400 anos da história da Dinamarca.
FREDENSBORG - O Real Palácio da Paz inaugurado em 1722 herdou o nome ao término da guerra nórdica com os Suecos (1720), depois de séculos de lutas. Situado a poucos quilômetros do Frederiksborg não foi construído pensando nas possibilidades de defesa, mas sim num Palácio Rural que se abre ao visitante. É possível visitá-lo uma vez por ano, em julho. O restante do tempo ele é residência real, muito utilizado pela rainha Margrethe II, seu marido o príncipe Henrik e a família.
O príncipe herdeiro Frederik, 41 anos, casado em 2004 com a Princesa Mery Elisabeth, 37 anos, na catedral de Copenhagen (Vor Frue Kirke), residem a maior parte do tempo na ala Kancellihuset do palácio.
O jardim interno seguindo o estilo francês tem todo o encanto de um bosque típico do litoral Dinamarquês e conta com 69 esculturas de mármore representando camponeses e pescadores.
KRONBORG - O Castelo da Coroa está localizado no lado Dinamarquês no ponto mais estreito (3 km) do Oresund. Foi construído em 1588 por Christian IV. Inicialmente no local haviam dois fortes, um de cada lado, para vigiar a entrada do porto e cobrar pedágio (impostos) dos navios e proteger o principal acesso ao reino. Naquela época os dois lados pertenciam à Dinamarca, o que assegurava o controle total da passagem.
Em 1658 as tropas suecas aproveitaram a guerra para saquear o tesouro do castelo e tomar o lado sueco do Oresund. Desde então o castelo foi perdendo importância até que no século 20 passou a ser um centro de visitação turística.
Conhecido em todo o mundo, sobretudo devido ao fantástico Willian Shakespeare ter usado o castelo para ambientar o famoso drama A Tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca. Dizem que Shakespeare nunca esteve no castelo.
Segundo a lenda ele (Kronborg) só ira despertar no dia que o reino da Dinamarca correr perigo. Até lá poderemos visitá-lo e contemplar sua beleza.