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Segunda, 21 de Setembro, 2009
O petróleo vai acabar em 2013. Consequentemente, o comando de Dubai tem noção plena de que nos próximos três anos terá que se adaptar a uma nova fonde de renda. A economia vai mudar rapidamente e também rapidamente é preciso redirecionar o Estado para outros horizontes. O turismo e a ratificação de sede mundial para eventos (feiras, congressos, simpósios e outros) é o que motivo o boom de desenvolvimento desta cidade-país - um dos sete que compõe os Emirados Árabes Unidos.
Os cenários das mil e uma noites ainda estão lá, junto ao deserto. Mas certamente Sherazade não teria tanta imaginação para descrever os suntuosos edifícios, os sofisticados ambientes e o mundo plural em que Dubai se tornou. Sem falar, como ficaria o rei Xeriar ao saber o que está ainda por vir.
Em Dubai, apesar do rápido avanço econômico, as tradições foram preservadas. É comum ver os habitantes com as típicas kanduras. Não se consome bebida alcoólica. Não há bares nas ruas e a vida noturna, consequentemente, fica comprometida. A exceção fica por conta dos grandes hotéis, com sistema internacionalizado.
Com dois milhões de habitantes, Dubai abriga residentes de 160 nacionalidades. Num prazo de 50 anos, Dubai deixou de ser uma pequena aldeia de coletores de pérolas para se tornar um agitado centro financeiro e turístico.
Dubai é superlativa e não mede esforços para se manter assim. O Burj Dubai Tower será o prédio mais alto do mundo, com cerca de 700 metros. O hotel mais luxuoso do mundo - considerado um 7 estrelas, o Burj Al Arab, oferece em seu restaurante mais alto, com vista panorâmica para todo o golfo, drink que pode custar U$ 13 mil.
Dubai tem 400 hotéis de luxo. O maior hotel do Oriente Médio, é considerado também o melhor dos Emirados Árabes Unidos. O Atlantis, que no próximo dia primeiro de outubro, completa um ano de atividades, é um paraíso. Um 6 est relas com parque aquático exemplar e aquário que é um sonho, visto nos corredores, no parque aquático e até em restaurantes. Isso mesmo, você pode jantar com um tubarão ou uma arraia a apenas três ou quatro centímetros de seu prato. Pode descer as corredeiras do parque com as bóias e sair num tubo no meio do aquário, ao lado de peixes multicoloridos. Um sonho.
A cidade conta também com 4 mil restaurantes e cafés que brigam por excelência gastronômica mundial, além de estar em constante transformação. Por lá estão concetrados 30% dos guindastes de construção do mundo.
Vá conhecer Dubai. Você vai gostar. Melhor época é no inverno deles - mais quente que o alto verão nosso -, mas ainda assim salutar. Julho e agosto é proibitivo, pois as temperatura passam fácil de 50 graus. Setembro é ótimo para quem quer fazer economia. Agora, a temperatura é suportável com seus 46 ou 48 graus e em pleno Ramadã, o período sagrado dos muçulmanos , os preços baixam.
Ah, é claro que você não vai deixar de visitar os monstruosos shoppings, as ilhas artificiais, o passeio pelo deserto com direito a andar de camelo e ensaiar um rally pelas dunas. O por do sol nas dunas é imperdível também. E vai chegar em Dubai provavelmente a bordo de um dos mais de 200 aviões da Emirates, a empresa aérea local que é um show. Sua classe econômica é tão boa quanto muita classe executiva de algumas companhias aéreas espalhadas pelo mundo afora. E o aeroporto é o maior do mundo também.