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A alma caribenha, o português castiço e uma mestiçagem sem igual deixam a capital maranhense pra lá de interessante.
Localizado entre as regiões Norte e Nordeste, o Maranhão tem o privilégio de possuir, devido a exuberante mistura de aspectos da geografia, a maior diversidade de ecossistemas de todo o País.
São 640 quilômetros de extensão de praias tropicais, floresta Amazônica, cerrados, mangues, delta em mar aberto e o único deserto do mundo com milhares de lagoas de águas cristalinas compondo um Estado que está sendo descoberto e apreciado no mundo inteiro.
Até meados dos anos 60, a capital do Maranhão era a soma do Centro Histórico e dos bairros a seu redor, conjunto que hoje é Patrimônio Histórico da Humanidade. Essas paragens junto da confluência dos rios Anil e Bacanga eram uma terra de praias semidesertas salpicada por sítios e cabanas de pescadores. Ir até lá exigia jornadas de barco, água e merenda. Mas em meados dos anos 60, com a construção de uma ponte, a ilha cresceu. Sob certos aspectos, continua ostentando a tradição, o bucolismo e o folclore de sempre. Mas brotou entre os ludovicenses (é esse o nome de quem nasce lá) uma nova vida, à sombra de edifícios modernos, shopping centers e hamburguerias de grife. É essa mistura que torna a capital maranhense tão interessante.
Quando não existia a tal ponte, o biquíni, a caipirinha, as praias eram só o lado de lá. Hoje, a orla começa na Ponta dAreia (o mais lindo pôr-do-sol) e segue pelas praias de São Marcos, Calhau, Olho dÁgua e Araçagi, onde se combinam numa colorida rotina: futebol, jogging, reggae, pagode e carros na areia. A Avenida Litorânea nem de longe lembra a do Rio. A não ser pelas calçadas largas, pela iluminação bem resolvida e por poucos restaurantes e sorveterias, o cenário é o mesmo de décadas atrás. E ainda resistem as dunas cobertas por cajueiros e trançadas por trilhas, tudo bem junto da pista. Quando o vento bate forte (quase sempre) o asfalto some sob a areia. Não nutra expectativas quanto às praias. Apesar da alma caribenha que o reggae empresta o mar não cintila de azul, a areia não é branca nem há profusão de coqueiros. A maior atração de São Luís é o jeito de falar, calçado em bom português, e os hábitos sui generis produzidos pela mestiçagem, que reforçam a idéia de que estamos em outro Nordeste, outro país ou outro mundo!
Onde é melhor passear
Casa do Maranhão - Instalada no antigo Prédio da Alfândega (1873), expõe vestimentas e objetos usados nas diversas formas do bumba-meu-boi. - Rua do Trapiche, 221-7001. 9h/19h (ter. a dom.).
Centro de Cultura Popular - Um dos melhores museus do gênero em todo o país. Tem vestimentas e objetos usados em folguedos e ritos populares, como Tambor de Mina, Festa do Divino e carnaval na Rua do Giz, 221, 231-1557. 9h/19h (ter. A dom.).
Centro Histórico - São 3 500 edificações de interesse histórico, a maioria construída do século 18 à primeira metade do século 19, por portugueses. As ruas Portugal (do Trapiche), do Giz, do Sol, da Estrela e a Praça do Comércio reúnem o maior número de construções. Ao circular por becos, ladeiras, vielas e escadarias da capital maranhense, passe pelo Edifício São Luís (século 19), maior prédio de azulejos em estilo colonial do Brasil (Rua de Nazaré/Rua do Egito); e Solar da Baronesa de Anajatuba (século 19), um dos mais altos (Rua do Giz /28 de Julho). Para visitar o Centro Histórico, há caminhadas com guias (231-2000 passeio de três horas).
Matriz da Sé - É de 1629. O altar-mor, talhado em ouro, vale a visita. À tarde, há guias disponíveis e de graça. - Praça D. Pedro II, 222-7380. 8h/18h.
Transporte: prefira andar de táxi. Como as ruas têm dois ou três nomes o antigo, o popular e o novo você não conseguiria se localizar.
Melhor época: junho, quando acontece o bumba-meu-boi. A brincadeira é típica no Maranhão, mas converge para a capital durante os dez dias finais desse mês. Centenas de grupos, vindos de todo o estado, invadem ruas e clubes, transformando esse ex-território francês num imenso terreiro caboclo.
O que levar
Passear por São Luís é fazer uma viagem inesquecível. As altas temperaturas que acontecem o ano inteiro requerem o uso de roupas e calçados leves. Além disso, como os passeios, durante o dia, são na maioria das vezes ao ar livre, como caminhadas pelo Centro Histórico e nas inúmeras praias que banham a capital, é importante o uso de protetor solar e mesmo de acessórios como chapéu, boné e óculos escuros. Para os passeios da noite, o apropriado, também, é o uso de roupas e calçados leves.
Fonte:
www.turismo.ma.gov.br
www.viajeaqui.com.br
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LENÇOIS MARANHENSES